segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Estudos sobre o amor (para 80 mulheres e homens)

eu te amo

sim, eu te amo

olha só: eu te amo

ei, ei , ei! eu te amo

eu te amo, pois não?

eu te amo sim, meu bem.

eu te amooooo

quem disse que eu não te amo?

Alô, eu te amo

eu te amo muito

eu também te amo

agora eu te amo

depois eu te amo

eu te amo, meu amor

dói, mas eu te amo

mim te ama

eu te amo tanto

eu te amo quase nada

infelizmente eu te amo

bom dia, eu te amo

eu te amo

eu te ___

te amo eu

eu te love

eu te amo, tchê

eu não te odeio

eu somente te amo

além das outras, eu te amo

sonho com você

je t’aime

euteamo

êu tê âmô

ctrl+C, ctrl+V

Queria assistir Cinema Paradiso com você

Te doaria meu outro rim

Abra os braços, Rose

e-e-e-eu... teee... â...â...â...amo!

eu te amo?

eu te amo!!!

eu te amarei

mais e mais eu te amo

no princípio era o verbo, e o verbo era “eu te amo”

se eu não te amasse...

eu continuo te amando

Meu coração é seu

Deus pensou em você, quando fez a praia de Maria Farinha

Você é a minha nova dieta

eu te amo você

Estou fazendo uma enquete: você sabia que eu te amo?

eu te amo, fofa.

eu te amo, eu te amo, eu te amo

até eu te amo

nem eu não te amo

como eu te amo?

Por que eu te amo?

Onde eu te amo?

Quando eu te amo?

meu te amo

nós te amamos

eu te amo deveras

eu te amo, deveria?

eu vos amo

eu entre amo

Don’t break my heart

E eu te amo

Hahahaha, eu te amo

Nããããão! Eu te amo!!!

Eita! Eu te amo

Quem diria que eu te amo

veu vte vamo

au tau aumau

por você eu uivo

pise em mim

eu te gosto

você me encanta

Nunca mais eu te amo, viu?

eu te amo, porra!

Case-se com meu amor!

eu te amo todos os dias

eu te amo e nem sabia...

Hey Duas

Hei, Du

Como é que vai?

Mando um beijo pelo oceano

Se lembre de realizar nossos planos

E os enganos que fiquem pra trás

Hei, So

Você, eu sei

Não dá chance para o mal tempo.

Agüento uma saudade bonita

Mas me acredita

Estás aqui dentro

E sempre que te faltar

Alguém por aí

Pensa que há de ir

Notícias boas

Aqui estamos tão bem,

Pensando em alguém

Que foi, mas já volta

Logo mais

La la la la la la la

Hei, Du

É tão normal

Dar risadas

Pensando em ti

Um dia vou lembrar de te pedir

Qual a receita para ser feliz

So, leve brilho e quando vir

Traga pra mim

Suas mãos que fazem tanta falta

E pense sempre além

Viva, meu bem

Com as asas da arte que você faz

La la la la la la la

Hei, Du

Como é que vai?

Mando um beijo e fique esperta

Quem sabe, numa noite bem deserta

Eu apareça para te encontrar

La... la la la la la la la la... la la la la la la... SO-FI-A!!! (3000x)

Todos os caminhos

Falam por aí que todos os caminhos levam a Roma. Embora existam algumas controvérsias fabulosas, como o caminho do Lobo Mau, e o de Joana Bezerra, por exemplo. E a literatura ainda nos deixa então várias possibilidades para mesmo nós, escolhermos o nosso certo e o nosso errado. Certo, certo mesmo, não sei bem qual é esse esquema. Tudo o que sei é que ambos os caminhos que tomei, me levaram a uma Roma que definitivamente não me foi tão agradável ou desejável assim.

A Vida, até agora, me pôs em muitas situações no mínimo capciosas. Para falar a verdade, as vezes nem são necessariamente situações de fato, mas pessoas que por si só acabam se tornando uma situação. Ou melhor, uma constante. Afinal, situações situam-se em pontos estratégicos do varal da nossa história, mas não se estendem por tanto tempo. E pelo que percebo, algumas pessoas teimam em não se fixar numa esquina de minha memória e desaparecer na curva, e simplesmente me seguem! Desde o meu pai até a minha atual Supervisora de Estágio, tenho convivido com verdadeiros mistérios da Fé, que somente acreditando no Pai, no Filho, no Espírito e no Cunhado Santo é que se pode ter paciência para tal. Mas o que anda inquietando a minha neurose ultimamente é justamente a postura que eu assumi diante dessas e de tantas outras divertidas travessuras a qual a Vida - essa brincalhona - me expôs.

Explico-me: para todo momento em que não nos saímos bem de alguma situação, durante algum tempo pensamos no que teríamos dito, ou no que não teríamos se por acaso nos excedemos nos comentários daquele fato. Bem, o importante é que esse momento de reflexão, esse entreato, é uma lacuna, um instante de ênfase no Eu subjugado pelo super-mega-ego dos outros. O que eu chamo cientificamente de “puta merda, por que eu (não) falei aquilo?”. Esse momento é importante para refletirmos sobre as conseqüências dos nossos atos. Afinal, se você tivesse falado aquela arguta frase que só veio à sua mente horas depois, toda a seqüência de eventos teria sido diferente, ora, pois. Tudo seria diferente. Quem sabe você não teria encontrado ali o amor da sua vida, ou talvez você estivesse morto, ou simplesmente encontraria estampado no rosto perplexo da outra pessoa a imagem que lhe remeteria a acertar no jogo do bicho no dia seguinte... Pois é... eis a (des)graça da relatividade: Nunca saberemos.

Elucubrações a parte, consegui lembrar um momento que vivi recentemente, que se encaixa nesse perfil de situação que mudou completamente por causa de uma resposta que eu dei. Aqui narro tentando ser o mais fidedigno possível na hora da transcrição, claro, estando a mercê de minha falha memória.

A Resposta que eu dei:

Após (mais) um assalto que sofri, para registrar no meu currículo, eu - que estava um pouco embriagado, às 22h30, muito longe de casa e acabara de perder um celular mais inteligente que a minha irmã - entrei no último ônibus da noite que viria em direção a minha distante aldeia. E nele dormi até o término de seu itinerário, um bairro vizinho ao meu, que é famoso por aparecer diariamente na coluna policial. Como um rapaz bem articulado e que sabe fazer uso de suas letras na hora de persuadir ou convencer alguém, dirigi-me ao motorista do ônibus e perguntei-lhe se faria algum mal eu não descer lá na última parada e seguir numa breve carona com o carro que inevitavelmente passaria em frente a minha rua. Ora vejam: 1) não havia mais ônibus que eu pudesse pegar; 2) todos os ladrões-pedágio já estavam a postos, esperando minha contribuição e 3) o caminho que aquele veículo infeliz tomaria era o mesmo que o meu! Era mais do que uma boa ação... era uma ótima ação!

Ah, mas nem tudo são flores nesta vida... Pareceu-lhe muito para aquele homem, fazer isto, então ele simplesmente olhou pelo retrovisor e disse secamente: “não”. Opa, obrigado... afinal, até aí, tudo bem. Ser assaltado e passar por isso... contabilizando ainda dá lucro. Mas ele não se conteve e depois que eu desci, vi que um pouco mais a frente, ele parou o carro e deu carona para mais de oito possíveis amigos dele.

Senhores, acabamos de passar a fronteira do inesperado... eu ali já achava que não tinha mais nada a perder e gritei a plenos pulmões: “Filho-da-Puta”...

“...fabuloso como o nosso corpo reage instintivamente a certos estímulos mesmo quando estamos cansados/ ressacando/ assaltados/ tudojunto...”

Simplesmente, quando meus pés viram que o ônibus parou e o motorista desceu e veio correndo na minha direção, ambos começaram a correr simultaneamente, quase combinado! Nessa demonstração olímpica de tiro ao alvo e maratona livre, eu corri durante mais de cinco minutos até enfim o motorista se cansar e voltar ao ônibus, me procurando ainda enquanto dirigia. Enquanto eu, já estava sábia-covardemente, escondido.

Bem, se tivesse ficado calado, não testaria a resistência dos meus pulmões, agilidade dos meus pés e histórico cardíaco da minha família e somente iria indignado para casa com aquele peso de quem poderia ter feito algo...

...Ora bolas, eu nem nunca quis ir a Roma, porque diabos me meteram no meio desse ditado infame?! Todos os caminhos deveriam dar na praia, na encruzilhada, em lugar nenhum... sei lá! O importante é que como já falei, os meus me levaram a uma Roma em chamas, que ao que tudo indica, são de fato uma purificação... pelo menos arde como Elixir Sanativo... e pelo sim, pelo não, estou aguardando... a ferida com certeza vai sarar, mas a cicatriz fica.

domingo, 15 de novembro de 2009

Drama não-familiar

Era uma vez uma caixa de bolinhas.

Todas ansiosas pela chegada do mágico

que iria escolher uma delas

para participar de seu espetáculo,

espalharam-se pela cômoda...

Mas o mágico nunca chegou...

(texto de Ana Cláudia Palhares Lima)

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Perdas e Danos

Tornei-me menos amável
Foi o que me disseram.

Agora só uso óculos escuros
E nem dou tantos sorrisos.

Se não estiver a contento,
então consegui.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Manifesto Pessoal do Deserdo

Pai, quero que tu me deserde.
Guarda contigo tuas dívidas, defeitos e vícios.
Não admito carregar nem dar mais vida a atributos
desprezíveis.
Convoco todas as minhas entranhas, massas e líquidos.
Do fundo do meu corpo, abominemos essa continuidade.
Não podemos e não seremos parte dessa espiral.
Viva as linhas paralelas!

Pai, quero que tu me deserde.
Esqueça todos os dramas e solilóquios do almoço.
Você está sempre bêbado.
Pai, quero que rasgues a certidão de culpa por teres me posto no mundo.
A partir daqui, assumo eu.
Pai, quero que diante de todos: meus rins, minhas amigdalas, meus intestinos, quero que diante de todos você se ajoelhe e ateste a carta de insanidade que me habita.

Pai, eu não estou louco.
Pai, eu não estou puto.

Pai, quero não me lembrar das suas dívidas.
Quero não tê-las.
Afinal, meu nome ficou sujo foi com as tuas pegadas.
E ouso dizer, Pai, que após me libertar desse sinal na carne, eu revelarei na tua cara todas as verdades que tua mente mesquinha não aceita:
Eu uso brinco, pa-pai.
Meu cabelo é grande, pa-pai.
Eu faço arte, pa-pai.

EU DEI O MEU CU, pa-pai-zi-nho!

Agora, quero te dizer que me deserde.
Não faço questão de carregar comigo tua pele inchada,
tuas juntas fedidas, teus ossos podres.
Não faço questão. Pelo contrário.

Deserde-me pai.
Deserde-me.